quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Escrevo, não por defeito, nem por excesso. Escrevo com medida certa.
Até hoje, sempre senti a necessidade de o fazer. Não me perguntem o porquê de só o realizar hoje, porque não saberei responder.
Atrevo-me a dizer que nem conheço a razão pela qual dedico tanto tempo a escrever. Será defeito ou feitio?
Não espero que gostem, porque muitas das coisas que acabo por redigir, nem eu percebo o seu significado.

"As palavras surgem com cores secretas, odores subtis e densidades ignoradas!" - Baptista Bastos

Pois é, ainda hoje dei comigo a escrever acerca desta tão célebre frase. Se o fiz com êxito? Não sei, só poderei dizer-vos que me deu um gozo tremendo poder dedicar um pouco do meu tempo a ela.
Olhei-a de soslaio, como se diz na gíria e dei conta que não sabia sequer que palavras lhe empregar.
"Que frase gira!", diziam alguns; "Mas o que significa?", perguntavam outros. Limitei-me a pegar na caneta que trazia comigo e a escrever até onde a imaginação me permitisse.

Escrevemos tantas vezes com a certeza que a mão se irá cansar, que ficaremos gastos só pelo simples facto de estarmos atarefados a pensar e a arranjar mil e uma outras palavras para a frase seguinte.

Podemos ter o conhecimento linguístico correcto, mas será que sabemos como empregá-lo?


                                                                                                              MCoelho (: 

1 comentário:

  1. se existe alguém que gosta do que escreves esse alguém és tu, eu amo-te e orgulho-me disso.

    ResponderEliminar